quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Maria Felipa

Hoje é praticamente impossível assistir uma roda de capoeira sem ao menos a presença de uma mulher. Originalmente um universo masculino, a mulher conquistou seu espaço dentro e fora da roda de capoeira!

O espaço democrático da roda de capoeira onde as diferenças são lições de aprendizado, a mulher definitivamente contribui para o desenvolvimento deste contexto.

É triste pensar que ainda exista pessoas que discriminem ou desaprovem a presença feminina na liderança e na função de zelar pela manifestação popular da capoeiragem. Muitas mulheres hoje exercem papel de liderança com a mesma qualidade de alguns líderes masculinos.

A história retrata a participação de algumas notáveis mulheres dentro da capoeiragem. Histórias de valentia, dedicação e superação. Confrontos com autoridades e polícia, brigas com arma branca, facas e navalhas, inclusive com assassinato de outros valentões, como segundo relatos a morte do famoso e destemido Pedro Porreta autoria de "Chicão", uma valentona muito perigosa com o manuseio da navalha.

Salomé, Catú, Maria Doze Homens, Chicão, Angélica endiabrada, Rosa Palmeirão, Menininha, Almerinda, Massú, Nega Didi, Maria Pára o bonde e Calça rala, foram algumas das mais citadas e mencionadas capoeiristas e valentonas da história.

A seguir descreve-se uma pequena biografia de Maria Felipa, retratada na obra de Ubaldo Osório.


Enfermeira, atuou na guerra da Independência entre os anos de 1822 e 1824, socorreu muitos feridos e destacou-se como uma figura importante na reafirmação da independência de 07 de setembro.

Conforme atestado de óbito, Maria Felipa faleceu na data de 04 de janeiro de 1873, comprovando que sobreviveu e viveu após a guerra por muitos anos.

Guerreira heroína, há quem diga que Maria Felipa de Oliveira era conhecida como Maria doze homens, devido ter derrotado doze homens, deixando-os no chão e que teria sido companheira de besouro preto, fato que não foi confirmado oficialmente.

Independente de tempo, espaço ou situação, o importante é que a mulher foi, é e sempre será fundamental na história da capoeira e da cultura popular brasileira! Basta haver respeito, justiça e reconhecimento às suas conquistas e realizações.

Parabéns a todas as capoeiristas e mulheres guerreiras deste mundo de meu DEUS! 

sAlém de guerreiraMaria Felipa também atuou na gerra como enfermeira, socorrendo feridos, além de trazer para a resistência em Itaparica informações da guerra obtidas nas rodas de capoeira do Cais Dourado, para onde ia remando sua canoa.

Além de guerreiraMaria Felipa também atuou na gerra como enfermeira, socorrendo feridos, além de trazer para a resistência em Itaparica informações da guerra obtidas nas rodas de capoeira do Cais Dourado, para onde ia remando sua canoa.

Além de guerreiraMaria Felipa também atuou na gerra como enfermeira, socorrendo feridos, além de trazer para a resistência em Itaparica informações da guerra obtidas nas rodas de capoeira do Cais Dourado, para onde ia remando sua canoa.

3 comentários:

Anônimo disse...

Bisoro nasceu muuuuito depois que Maria Felipa morreu!! Que vacilo esse texto!
E mais: ela nunca foi da capoera. Aqui na ilha a gente sabe!!!

zungu capoeira disse...

Amigo anônimo, o texto diz "há quem diga" isto não é uma afirmação!
Os boatos, as estórias e os causos da capoeira e de qualquer manifestação popular são o que engrandecem as pesquisas dando liberdade ao imaginário do capoeirista! Aqui na cidade grande pensamos assim...

Anônimo disse...

a História é feita de muitos relatos, muitos deles passados de geração em geração. Historias contadas sempre dão margem a equívocos, o que não desqualifica um relato. Atualmente se faz muito mais fácil registrar a historia contemporânea que felizmente alinharão as histórias minimizando distorções. Toda a historia da nossa capoeira, principalmente de suas origens até pouco tempo atrás são fadadas a estes percalços. Eu diria, ter jogo de cintura para interpretar, colher e separar as informações que julgamos importantes é "jogo de cintura". Berimbau que não verga, quebra!. Sejam flexíveis e estimulem a pesquisa.

M. Chinês Cachoeirinha-RS