


Em primeiro lugar, ter um CD de um mestre respeitado nos ajuda a aprender. E muito. A capoeira não existe sem música, sem som. Muitos não têm a oportunidade de estar ao lado desses homens que a produzem ao vivo. Alguns desses CDs são documentos históricos, que ouvidos com cuidado podem dar muitas lições (e que, por isso, estão arquivados em museus nos Estados Unidos, França, Alemanha). Bom, mas escutar e ter as músicas... Isso dá para fazer baixando na internet, né?
Hoje muitos capoeiristas batem no peito e dizem se revoltar contra a maneira como morreram mestres como Bimba e Pastinha, pobres. Mas vão lá e copiam um CD de um mestre como Ananias, por exemplo. Eles estão ROUBANDO esses mestres.
Na contracorrente existem atitudes nobres. Um grupo de pessoas que nem se conhece direito pessoalmente, se juntou. Compraram gravações antigas (de 1951) de um museu nos Estados Unidos, juntaram com outras gravações de 1989 e fizeram um CD histórico do Mestre Waldemar. E a renda será totalmente revertida para o Mestre Bigodinho em Salvador. É um grupo virtual de amigos, gente da Comunidade Do Mestre Pastinha na Internet. É esse tipo de atitude que devemos tomar como exemplo.
Os CDS que ilustram esse texto podem e devem ser adquiridos. Comente esse texto pedindo algum dos CDs que passaremos os contatos diretos dos mestres.
O CD do Mestre Waldemar pode ser pedido diretamente através do cdmestrewaldemar@gmail.com



































Ainda na sexta, muita capoeira, com uma roda histórica de mestres, contra-mestres, mestrandos e professores.
No sabadão, o dia começou com uma oficina única de Capoeira Angola: Mestre Curió e Mestra Jararaca passaram um pouquinho do que conhecem a todos e terminaram com uma roda.
Depois do almoço, uma palestra com o Prof Carlos Eugenio Líbano Soares. Muito conhecimento sobre capoeira, escravidão e zungu foi apresentado.
Depois, Mestre Bigo (Francisco 45), essa pessoa maravilhosa e capoeirista cheio de conhecimento e mandinga continuou a Angola (ajudado pelos seus alunos Leandro e Jairo). Pena que o tempo foi curto, o Mestre merecia mais. Afinal, o Zungu também é a casa dele e aqui ele é mais do que bem-vindo.
Ao mesmo tempo, Contra-Mestre Urubu, angoleiro de primeira, passava sua aula em outra sala. Uma aula que arrancou elogios até dos mais velhos.
Mais uma roda. E a troca de graduações aconteceu. Depois, vieram os aulões dos Contra-Mestre Luciano e Mestre Mudinho (junto com o Mestrando Parazinho). Movimentações novas, energia: essas aulas marcaram muita gente e ainda estão dando o que falar.





