
















Ainda na sexta, muita capoeira, com uma roda histórica de mestres, contra-mestres, mestrandos e professores.
No sabadão, o dia começou com uma oficina única de Capoeira Angola: Mestre Curió e Mestra Jararaca passaram um pouquinho do que conhecem a todos e terminaram com uma roda.
Depois do almoço, uma palestra com o Prof Carlos Eugenio Líbano Soares. Muito conhecimento sobre capoeira, escravidão e zungu foi apresentado.
Depois, Mestre Bigo (Francisco 45), essa pessoa maravilhosa e capoeirista cheio de conhecimento e mandinga continuou a Angola (ajudado pelos seus alunos Leandro e Jairo). Pena que o tempo foi curto, o Mestre merecia mais. Afinal, o Zungu também é a casa dele e aqui ele é mais do que bem-vindo.
Ao mesmo tempo, Contra-Mestre Urubu, angoleiro de primeira, passava sua aula em outra sala. Uma aula que arrancou elogios até dos mais velhos.
Mais uma roda. E a troca de graduações aconteceu. Depois, vieram os aulões dos Contra-Mestre Luciano e Mestre Mudinho (junto com o Mestrando Parazinho). Movimentações novas, energia: essas aulas marcaram muita gente e ainda estão dando o que falar.

Domingo começou com a aula afro do Mestre Macumba. Técnica corporal, axé, estava tudo lá. E Mestre Gajé estava junto, atento a tudo. Depois da aula, junto com o Cacá, esse mestre do famoso Mercado Modelo conduziu o pessoal para uma roda na Praça Alexandre Gusmão.

Uma roda que, na verdade, foram três. A primeira, comandada pelo mestre de capoeira mais antigo de São Paulo: Mestre Ananias.
A segunda, uma roda onde Mestre Curió, Mestra Jararaca, Mestre Bigo, Mestre Gajé comandaram a bateria.
E, para o pessoal da regional, também o ritmo subiu, com Mestre Gajé segurando a onda ao lado da galera.

O ZUNGU é isso: uma casa de amigos, aberta a todos, que respeita as tradições e aceita todas as nações. E nosso evento só veio comprovar que estamos certos ao escolher esse caminho.





Alguém conhece um mestre que, de tão respeitado, tem dois apelidos famosos? Esse é o caso do Mestre Bigo (ou, como também é conhecido, Mestre Francisco 45).
Se você perguntar por Jaime Martins dos Santos no Pelourinho, a maioria das pessoas não vai saber quem é. Mas pergunte por Mestre Curió e qualquer capoeirista, no mesmo momento, vai dizer algo sobre ele. Mestre Curió nasceu em 1939. Seu pai já era capoeirista e o mestre começou a praticar ainda criança. Em 1968, ele começa a treinar na Academia de Mestre Pastinha, de quem recebe a carteirinha de número 141. Mandingueiro no jogo, defende com unhas e dentes a sua tradição. Formou a primeira Mestra de capoeira angola, Mestra Jararaca, e tem um documentário produzido sobre sua vida, chamado O GUARDIAO DA TRADIÇÃO. Na sua academia, a Escola de Capoeira Angola Irmãos Gêmeos, localizada no Pelourinho, qualquer pessoa pode encontrar o melhor da capoeira angola. Mas se você não puder ir até a Bahia, aproveite para fazer nossa oficina com essa lenda da Angola.
o Brasil quanto o professor Carlos Eugenio. Enquanto muitos só repetem o que ouvem ou simplesmente saem distorcendo as coisas aproveitando a desculpa de que “Rui Barbosa acabou com a documentação sobre a escravidão”, o professor Carlos Eugenio prefere ir atrás das fontes. E as encontra. Com isso, no meio de arquivos esquecidos com muito pó, ele descobriu documentos importantíssimos e se tornou uma referência mundial no estudo da nossa arte. Já publicou inúmeros livros, teses e artigos.
