quinta-feira, 10 de julho de 2008
Ladainha 1
Para inaugurar, nada melhor do que uma cantada pelo sensacional Mestre Waldemar na famosa gravação dele com Mestre Canjiquinha.
Ah! E se você tem dúvida sobre alguma letra, mande um comentário que podemos colocá-la aqui. Axé.
Iê
Quando vê cobra assanhada,
Não bote o pé na rodilha
A cobra assanhada morde
Se eu fosse cobra, mordia.
Cachorro que engole osso,
Nalguma coisa se fia
Ou na goela, ou na garganta,
Ou em outra freguesia.
Prenderam Pedro Mineiro
Dentro da secretaria
Para dar depoimento
Daquilo que não sabia
Camaradinha...
Terimah Kasih !
Em junho, Cacá esteve lá pela segunda vez em um grande evento de capoeira.
Pôde reencontrar antigos amigos, fortalecer nosso Zungu no outro lado do mundo, rever seus alunos Iaco (5 Segundos) e Lilica e ainda se certificar de que os indonésios estão a cada dia mais apaixonados pela capoeira.
O evento foi organizado pela Lilica (ex-Mandinga Brasileira, que agora está se tornando ZUNGU) e pelo 5 segundos (ZUNGU), que trabalham com a capoeira na ilha de Surabaya. Junto com o evento de capoeira/batizado, houve também o evento da Embaixada Brasileira para divulgar nossa cultura, chamado “Journey through Brazil.” Festa junina, barracas de jogos, comida típica brasileira, samba e uma mostra de filmes/fotos mostraram um pouquinho do que o nosso país tem a oferecer.
Cacá deu aulas, workshops, entrevistas, palestras e ajudou regar ainda mais a planta da capoeira por lá, cuja semente ele ajudou a colocar naquela terra.
Participaram da capoeira, num grande clima de amizade, diversos grupos que têm trabalho no país: Axé Capoeira, Senzala Bali, Quizumba, Argola de Ouro e Capoeira Surabaya (além, é claro, do antigo Mandinga Brasileira que foi o organizador do batizado).
Obrigado, Indonésia.
sexta-feira, 30 de maio de 2008
Capoeira em São Paulo? Desde quando?

Nosso Zungu conta com uma grande equipe. Entre essas pessoas se encontra um pesquisador, que faz questão de divulgar seu mais recente achado: um texto histórico para os capoeiristas de São Paulo (e do Brasil).
Votou a Câmara Municipal de São Paulo, a 14 de janeiro de 1833: Toda a pessoa que nas praças,ruas ,casas públicas, ou em qualquer outro lugar também público, praticar o exercer o jogo denominado de —capoeiras — ou qualquer outro gênero de lucta; sendo livre será preso por 3 dias, e pagará a multa de 1 a 3$000 réis e sendo captiva,será também presa por 24 horas, e sofrerá pena de 25 a 50 açoites.
Votaram contra a pena dos açoites aos escravos srs. Lopes, e Santos.
Bom, se dependesse dos srs Lopes e Santos, pelo menos chibatadas a gente não ia levar.

Imagem 1: São Paulo, fim do século XIX. Fotografia de Militão Augusto de Azevedo.
Imagem 2: São Paulo, 1862. Fotografia de Militão Augusto de Azevedo.
ONG Zungu Capoeira

A maioria das pessoas já sabe, mas não custa repetir: estamos começando um grande trabalho social na região da Bela Vista (Bexiga).
Entre nossos projetos, está uma biblioteca para estímulo da leitura. E essa camiseta está sendo vendida para arrecadar fundos. Vista nossa camisa, literalmente.
Valor: R$ 40,00 (mais do que uma camiseta, é uma doação- por isso o valor alto)
Como comprar: encomendar com o Anderson no telefone (11) 94101420.
O texto que está na frente da camiseta:
Uma camiseta não muda o mundo. O que muda são atitudes. Atitudes como as da Escola Cultural Zungu Capoeira, que usa a nossa cultura para ajudar as crianças que mais precisam. Entre outros projetos, esses capoeiristas estimulam a leitura, através de uma biblioteca infantil. Lá, as crianças entram em contato com grandes autores e livros especiais, um mundo mágico que vai fazer com que elas queiram ler de tudo. Inclusive textos em camisetas criadas para arrecadar fundos para elas. É, pensando melhor, uma camiseta pode sim mudar alguma coisa.
quinta-feira, 24 de abril de 2008
Nosso Zungu
Esse blog parou de se atualizar?
Mas, nesses meses, muita coisa tem acontecido na Escola Cultural Zungu Capoeira e, por isso, tem faltado um pouco de tempo para a atualização do nosso blog.
Não se preocupem: hoje mesmo, novidades serão colocadas aqui. Novidades muito boas. Axé.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
Perfil: SAMUEL QUERIDO DE DEUS

Um dos capoeiristas mais falados pelos antigos tinha o nome de Samuel Querido de Deus. Era considerado imbatível nas rodas, temido por todos os capoeiristas. Seu nome não chegou tão famoso aos dias de hoje quanto os de Pastinha ou Bimba, já que esses tinham academias no centro, inovaram a capoeira e fizeram discípulos que divulgaram seus ensinamentos. Mas Querido de Deus também entrou para a história, impressionando o povo da capoeira e intelectuais e estudiosos da nossa arte daquela época (estamos falando das décadas de 30 e 40).
Para descrevê-lo, nada melhor do que chamar Jorge Amado. Ele conta no seu Bahia de Todos os Santos como era Samuel:
“Já começaram os fios de cabelo branco na carapinha de Samuel Querido de Deus. Sua cor é indefinida. Mulato, com certeza. Mas mulato claro ou mulato escuro, bronzeado pelo sangue indígena ou com traços de italiano no rosto anguloso? Quem sabe? Os ventos do mar nas pescarias deram ao rosto do Querido de Deus essa cor que não é igual a nenhuma cor conhecida, nova para todos os pintores. Ele parte com seu barco para os mares do sul do estado onde é farto o peixe.
Quantos anos terá? É impossível saber nesse cais da Bahia, pois de há muitos anos que o saveiro de Samuel atravessa o quebra-mar para voltar, dias depois, com peixe para a banca do mercado Modelo. Mas o velhos canoeiros poderão informar que mais de sessenta invernos já se passaram desde que Samuel nasceu. Pois sua cabeça já não tem fios brancos na carapinha que parece eternamente molhada de água do mar? Mais de sessenta anos. Com certeza. Porém ainda assim, não há melhor jogador de capoeira, pelas festas de Nossa Senhora da Conceição da Praia, na primeira semana de dezembro, que o Querido de Deus.
Que venha Juvenal, jovem de vinte anos, que venha o mais ágil, o mais técnico, que venha qualquer um, e Samuel, o Querido de Deus, mostra que ainda é o rei da capoeira da Bahia de Todos os Santos. Os demais são seus discípulos e ainda olham espantados quando ele se atira no rabo-de-arraia, porque elegância assim nunca se viu..."
Também a antopóloga americana Ruth Landes, que fez um trabalho maravilhoso estudando o candomblé em Salvador no ano de 1938, assistiu acompanhada de Edison Carneiro a um jogo de capoeira de Samuel com Onça Preta e descreve o jogo em detalhes no seu livro "A cidade das mulheres". Lá, ela conta que ele era "alto, mulato, de meia-idade, musculoso e pescador de profissão".
Edison Carneiro considerava-o "o melhor capoeirista que já se viu". Antonio Lberac Pires nos mostra um artigo do Jornal "O Estado da Bahia" de 13 fevereiro de 1937, no qual está escrito que no Segundo Congresso Afro-Brasileiro, realizado em Salvador, quem comandou a apresentação de capoeira foi Querido-de-Deus, "considerado pelos outros capoeiristas como o melhor entre eles". E também, é claro, ele é citado no essencial livro "Capoeira Angola", de Waldeloir Rêgo.
Nada mais justo que os capoeiristas reverenciem seu nome hoje e sempre. E que o Zungu ajude a que Samuel Querido-de-Deus nunca caia no esquecimento. Axé.
2008
Em 2008, muitas novidades aqui no blog. Você pode buscar textos antigos pela data aí do lado esquerdo ou por temas. E, todo mês, teremos uma biografia curta de algum mestre antigo (de preferência, algum pouco falado). Axé.
terça-feira, 25 de dezembro de 2007
Feliz Natal.
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
Aniversário do Mestre João Pequeno

Dia 27 de dezembro o grande mestre João Pequeno completará 90 anos. Infelizmente, nem todo mundo pode estar em Salvador para homenagear essa lenda-viva da Capoeira Angola. Mas o ZUNGU faz sua homenagem pelo menos aqui no blog, contando para nossos amigos um pouquinho sobre essa pessoa maravilhosa (que, se Deus quiser, um dia traremos para São Paulo).
João Pereira dos Santos nasceu em Araci, interior da Bahia, em 1917. Conheceu a capoeira em Mata de São João, cidade para onde tinha se mudado depois de fugir da seca, a pé, com 15 anos de idade. Em uma fazenda de cana da cidade, trabalhando como chamador de boi, conhece Juvêncio, um ferreiro que era capoeirista e que o apresenta à nossa arte.
Com 25 anos de idade, João Pereira se muda para Salvador e começa a trabalhar na construção civil, chegando a mestre-de-obras. Um capoeirista de nome Cândido o apresenta ao Mestre Barbosa, que freqüentava a famosa roda de Cobrinha Verde, no Chame-Chame. Já se enturmando na capoeiragem de Salvador, João se inscreve no Centro Esportivo de Capoeira Angola, uma espécie de "união" de capoeiristas comandada pelo Mestre Pastinha. Aí, João Pereira dos Santos passa a acompanhar Pastinha e, em 1945 mais ou menos, recebe o cargo de treinel. Passa a ser conhecido como JOAO PEQUENO e, mais tarde, quando Mestre Pastinha já tinha ficado cego, dá as aulas na academia do mestre. Mestre Pastinha dizia a quem quisesse ouvir que ele tinha ensinado tudo que sabia a João. E foi com João Pequeno que aprenderam grandes Mestres da Capoeira Angola que foram e são descendentes da linhagem de Mestre Pastinha.
Passou muitas dificuldades e teve que trabalhar em várias profissões (além de pedreiro, foi cobrador de bonde, feirante e carvoeiro). Em Salvador, morou no Garcia, depois próximo do Dique do Tororó e numa casa em Fazenda Coutos. Seguiu o conselho de seu mestre, que pediu para ele trabalhar menos para se dedicar mais às aulas de capoeira.
Depois da triste morte de Mestre Pastinha em 1981, Mestre João Pequeno reabre o CECA no Forte Santo Antonio. Como legítimo herdeiro da tradição de Pastinha, torna-se o centro da resistência da Capoeira Angola, na época praticada e ensinada em poucos lugares até mesmo de Salvador.
Esse homem brincalhão e sábio é hoje a maior referência da Capoeira Angola mundial, tendo formado mestres e ainda convivendo com sortudos discípulos. Um dessses alunos, o pesquisador Pedro Abib (o Pedrão), fez um belo documentário sobre João Pequeno, chamado O VELHO CAPOEIRISTA.
Todo capoeirista verdadeiro, que sabe valorizar nossa arte, se emociona ao ter a sorte de conhecer esse homem. Mestre João Pequeno é um dos capoeiristas mais velhos em atividade (se não for o mais velho) e faz 90 anos próximo dia 27. Mais do que parabéns, todos os capoeiristas deveriam dizer a ele um sincero OBRIGADO.
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
Mestre Ananias chama para sambar

Imperdível. Nessa quarta, dia 12 de dezembro, o Mestre Ananias lança seu segundo CD e comemora 83 anos de vida. É o volume II do Projeto Documental sobre o trabalho do mestre, produzido pela Uirapuru Assessoria Cultural. Alguns membros do Zungu estavam na gravação e garantem: foi sensacional. E o lançamento também promete ser uma bela festa com muito samba e, claro, capoeira.
Para quem é capoeirista, a gente nem precisa explicar a importância do Mestre Ananias: o mais antigo e respeitado mestre da cidade de São Paulo, que chegou aqui ainda em 1953. Quam participou do nosso evento teve a oportunidade de se aproximar dessa lenda da capoeira e conhecer alguns dos seus alunos, sempre bem-vindos no nosso zungu.
Nessa festa aberta a todos (E COM ENTRADA GRATUITA), o mestre e o Grupo Garôa do Recôncavo vão mostrar o melhor do samba de umbigada. Essa tradição o senhor Ananias trouxe na mala de viagem junto com a capoeira e o candombé, quando saiu do Recôncavo Baiano (ele é nascido em São Félix e viveu a capoeira tradicional de Salvador) para a nossa terra. Nesse dia 12, todos podem até deixar de treinar capoeira para ir até o Ipiranga, porque só de estar ao lado do mestre todo mundo aprende.
Quando: Quarta, 12 de dezembro, a partir das 18h
Onde: SESC IPIRANGA - Rua Bom Pastor, 822 (perto do Museu do Ipiranga)
Mais detalhes: www.uirapuru.com.br
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
No balanço do evento

Ainda na sexta, muita capoeira, com uma roda histórica de mestres, contra-mestres, mestrandos e professores.
No sabadão, o dia começou com uma oficina única de Capoeira Angola: Mestre Curió e Mestra Jararaca passaram um pouquinho do que conhecem a todos e terminaram com uma roda.
Depois do almoço, uma palestra com o Prof Carlos Eugenio Líbano Soares. Muito conhecimento sobre capoeira, escravidão e zungu foi apresentado.
Depois, Mestre Bigo (Francisco 45), essa pessoa maravilhosa e capoeirista cheio de conhecimento e mandinga continuou a Angola (ajudado pelos seus alunos Leandro e Jairo). Pena que o tempo foi curto, o Mestre merecia mais. Afinal, o Zungu também é a casa dele e aqui ele é mais do que bem-vindo.
Ao mesmo tempo, Contra-Mestre Urubu, angoleiro de primeira, passava sua aula em outra sala. Uma aula que arrancou elogios até dos mais velhos.
Mais uma roda. E a troca de graduações aconteceu. Depois, vieram os aulões dos Contra-Mestre Luciano e Mestre Mudinho (junto com o Mestrando Parazinho). Movimentações novas, energia: essas aulas marcaram muita gente e ainda estão dando o que falar.

Domingo começou com a aula afro do Mestre Macumba. Técnica corporal, axé, estava tudo lá. E Mestre Gajé estava junto, atento a tudo. Depois da aula, junto com o Cacá, esse mestre do famoso Mercado Modelo conduziu o pessoal para uma roda na Praça Alexandre Gusmão.

Uma roda que, na verdade, foram três. A primeira, comandada pelo mestre de capoeira mais antigo de São Paulo: Mestre Ananias.
A segunda, uma roda onde Mestre Curió, Mestra Jararaca, Mestre Bigo, Mestre Gajé comandaram a bateria.
E, para o pessoal da regional, também o ritmo subiu, com Mestre Gajé segurando a onda ao lado da galera.

O ZUNGU é isso: uma casa de amigos, aberta a todos, que respeita as tradições e aceita todas as nações. E nosso evento só veio comprovar que estamos certos ao escolher esse caminho.
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
Quem esteve lá
Mestres:
- Bigo (Francisco 45) - SP
- Curió - BA
- Jararaca - BA
- Ananias - SP
- Gajé - BA
- Macumba - BA
- Mudinho - RJ
- Natanael - SP
- Zumbi - SP
- Índio Mocambo - SP
- Adelmo - SP
- Gato - MG
- Ray - MG
- Canguru - SP
- Henrique - SP
Contramestres / Mestrandos:
Luciano – BA, Urubu – RJ, Parazinho - RJ, Dú – MG, Negão – SP, Brandão – SP, Gaguinho – SP, Aurélio – SP, Gunga - SP.
Professores:
Coruja – SP, Cenourinha – SP, Minhoca – SP, Rafael – SP, Neném – SP, Meia Noite – ES, Gustavo – ES, Kerley - MG, Odiban – RJ, Padinha – SP, Juliana – MS, Tijolo - SP.
E. ainda, tivemos a presença do historiador Carlos Eugênio Líbano Soares.
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
Só quem estava lá pode dizer
E fica também o agradecimento especial aos Mestres que vieram dividir com a gente o seu conhecimento. Mestre Bigo (Francisco 45), Mestre Curió e Mestra Jararaca, Mestre Ananias, Mestre Gajé, Mestre Macumba, Mestre Mudinho, Contra-Mestre Luciano, Contra-Mestre Urubue tantos outros que abrilhantaram nosso evento.
Um evento que só foi possível graças aos alunos e camaradas de outros grupos. E também ao nosso patrocinador, que apóia a cultura no Brasil: a Standard and Poors.
Aqui no blog vamos colocar nessa semana um pouquinho do que aconteceu e, mais tarde, algumas fotos. Acompanhe. Axé.
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
O Mercado Modelo vem a São Paulo


Mestre Gajé do Mercado Modelo nasceu nem 1951 e começou a capoeira em 1962 com Najé. Aprendeu nas rodas de rua, se aperfeiçoando com grandes capoeiristas como Waldemar, Sete Molas, Zacharias. Hoje é o representante da capoeira “de rua” na ABCA- Assoc. Brasileira. de Capoeira Angola.
Mestre Macumba também mantém a roda do Mercado Modelo. E, além de capoeirista, é um grande conhecedor da dança afro e suas coreografias.
Se São Paulo não pode ir até o Mercado Modelo, a gente traz um pouco dele a São Paulo.
segunda-feira, 19 de novembro de 2007
Contra-Mestre Luciano: o capoeirista que a Bahia aprendeu a respeitar

domingo, 18 de novembro de 2007
Endereços do evento

terça-feira, 13 de novembro de 2007
Contra-Mestre Urubu: mais um nome de respeito no nosso evento

Ser capoeirista na Lapa, no Rio de Janeiro, é uma responsabilidade. Afinal, o lugar ficou marcado na história pelo samba, pelos malandros e pela capoeira. Mas o Contra-Mestre Urubu não precisa sentir esse peso, porque conseguiu respeito e é o nome certo para tocar a capoeira por lá. Um dos melhores angoleiros da sua geração, Urubu foi formado pelo Mestre Cobra Mansa e sabe tudo da angola. Quem já viu Urubu jogando não esquece. Ele passa a maior parte do seu tempo fazendo trabalhos sociais com a cultura afro-brasileira. Mas arrumou um tempinho para vir a São Paulo e dar um aulão que ninguém pode perder.
sexta-feira, 9 de novembro de 2007
Preparem-se para a aula do Mestre Bigo
Alguém conhece um mestre que, de tão respeitado, tem dois apelidos famosos? Esse é o caso do Mestre Bigo (ou, como também é conhecido, Mestre Francisco 45).Francisco Tomé dos Santos Filho nasceu no município de Vera Cruz, na ilha de Itaparica, no ano de 1946. Em Salvador, no meio da década de 50, procurou a capoeira depois de ver Mestre Pastinha e Mestre Cobrinha Verde jogando. Diz a todos que só teve um mestre, Vicente Ferreira Pastinha, de quem foi discípulo fiel. Foram tão ligados que, mesmo cego, Pastinha reconhecia seu querido aluno pelos passos.
Esse discípulo de Mestre Pastinha mora em São Paulo desde 1975, cidade que conheceu depois de uma apresentação de capoeira.
Conhece os fundamentos da capoeira angola a fundo, viveu a capoeira de Salvador e tem um jogo elegante, mandingado e perigoso. Em 1989 fundou a Academia de Capoeira Angola Ilê Axé na Zona Sul. E, no sábado, estará dando uma oficina imperdível no nosso RESGATE CULTURAL.
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
Mestre Decânio em São Paulo

Dê uma olhada na programação e guarde bem a hora para ouvir a palestra desse ilustre convidado. Ver e ouvir Mestre Decânio em pessoa é uma honra para poucos.
Esse é o site do mestre, onde ele disponibiliza bastante informação:
http://www.portalcapoeira.com/capoeiradabahia/content/view/327/216
quinta-feira, 1 de novembro de 2007
Mestre Curió vem aí
Se você perguntar por Jaime Martins dos Santos no Pelourinho, a maioria das pessoas não vai saber quem é. Mas pergunte por Mestre Curió e qualquer capoeirista, no mesmo momento, vai dizer algo sobre ele. Mestre Curió nasceu em 1939. Seu pai já era capoeirista e o mestre começou a praticar ainda criança. Em 1968, ele começa a treinar na Academia de Mestre Pastinha, de quem recebe a carteirinha de número 141. Mandingueiro no jogo, defende com unhas e dentes a sua tradição. Formou a primeira Mestra de capoeira angola, Mestra Jararaca, e tem um documentário produzido sobre sua vida, chamado O GUARDIAO DA TRADIÇÃO. Na sua academia, a Escola de Capoeira Angola Irmãos Gêmeos, localizada no Pelourinho, qualquer pessoa pode encontrar o melhor da capoeira angola. Mas se você não puder ir até a Bahia, aproveite para fazer nossa oficina com essa lenda da Angola.segunda-feira, 29 de outubro de 2007
Carlos Eugenio Líbano Soares: nosso primeiro convidado do Resgate Cultural

o Brasil quanto o professor Carlos Eugenio. Enquanto muitos só repetem o que ouvem ou simplesmente saem distorcendo as coisas aproveitando a desculpa de que “Rui Barbosa acabou com a documentação sobre a escravidão”, o professor Carlos Eugenio prefere ir atrás das fontes. E as encontra. Com isso, no meio de arquivos esquecidos com muito pó, ele descobriu documentos importantíssimos e se tornou uma referência mundial no estudo da nossa arte. Já publicou inúmeros livros, teses e artigos.Sexta-feira, dia 23, Carlos Eugenio Líbano Soares vem da Bahia para São Paulo. E, entre apresentações folclóricas, vai contar um pouquinho do que sabe para você.
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
Programação do nosso evento
23/11 – sexta feira
19h00: Abertura do teatro
20h00: Palestra com o Prof Carlos Eugênio Líbano Soares
21h00: Show Folclórico Zungu Capoeira e Convidados
22h30: Apresentação e Roda de Mestres
24/11 – sábado
8h30: Abertura do ginásio
9h30: Oficina de capoeira Angola com Mestre Curió – BA e Mestra Jararaca – BA (aula prática e ritmo)
11h30: roda de capoeira Angola
12h30: horário de almoço
13h30: horário de abertura do auditório
14h00: Palestra com o Mestre Decânio - BA
15h00: Aula de capoeira Angola com os Mestres Bigo -SP e Contra-Mestre Urubu -RJ
16h00: Roda de capoeira e, depois, entrega de cordas
17h00: Aula de capoeira com o Contra-Mestre Luciano - BA e Mestre Mudinho - RJ.
18h00: Roda de capoeira e mais entrega de cordas
22h00: Festa de Confraternização
25/11 – domingo
9h30: horário de abertura da academia
10h30: oficina de ritmos e danças folclóricas com os Mestres Gajé – BA e Macumba – BA.
11h30: “Barulho na rua”
12h00: Roda de encerramento (roda de rua)
14h00: Almoço dos Mestres
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
Resgate Cultural
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
Silêncio na roda

quinta-feira, 18 de outubro de 2007
O que é Zungu?

No dicionário Banto, de Nei Lopes, a definição é um pouco diferente: ZUNGU, s.m. (1) cortiço, caloji. (2) desordem, barulho (FF). (3) Baile reles. (4) Habitante de cortiço (CT) – do quimbundo nzangu, barulho, confusão, conflito. Q. v. tb. O quicongo nzungu, panela, caldeirão.
Mas, na história do negro no Brasil, ZUNGU é muito mais do que isso. Esse era o nome pelo qual eram conhecidas as “casas de angu” no Rio de Janeiro do séc. XIX (lugares de panelas e de barulho, festa e confusão, uma soma de nzangu e nzungu).
No século XIX, o principal alimento dos escravos era o angu. Servido em panelas nas ruas, preparado por mulheres negras, principalmente na região portuária e de comércio. Adquirindo um certo dinheiro, essas mulheres se mudam para casas no centro do Rio e transformam essas casas em verdadeiros centros de resistência negra.
